Deflação de alimentos ajuda inflação a recuar em julho
Em julho, os preços de alimentos no Brasil apresentaram uma queda significativa. Isso aprofundou a deflação e fez com que a inflação geral do país registrasse uma variação positiva de apenas 0,07%. Esse resultado levou a taxa acumulada em 12 meses para 4,44%, abaixo do teto da meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. É a primeira vez em três meses que a inflação fica abaixo da meta estabelecida pelo governo.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A deflação no setor de Alimentação e bebidas foi de 0,67%, uma aceleração em relação à queda de 0,24% registrada em junho. Os custos da alimentação no domicílio recuaram 1,14%. Itens como tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%) e cenoura (-14,41%) tiveram quedas expressivas.
Mercado em foco
A deflação dos alimentos em julho ocorreu em um cenário onde a energia elétrica teve uma alta considerável de 3,09%, refletindo reajustes tarifários. A bandeira tarifária permaneceu amarela, o que representa um custo adicional para os consumidores. A expectativa é que os consumidores tenham um alívio nas contas de energia devido ao aumento da oferta de energia no próximo período.