Assistência Técnica do Senar MT transforma apicultor em produtor de sucesso
O apicultor Osvaldino Lima, de Água Fria, no distrito de Chapada dos Guimarães, se prepara para mais uma safra de mel, que começa em agosto. Após um primeiro ano sem produção, ele colheu 100 quilos de mel no ano passado. Esse resultado é fruto do suporte da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). Com o acompanhamento técnico, Osvaldino implementou mudanças no manejo e agora busca expandir sua produção.
Mercado em crescimento
A apicultura está em ascensão no Mato Grosso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado produziu 760.713 quilos de mel em 2024. Municípios como Barra do Garças, Canarana e Querência são responsáveis por mais de 27% da produção, destacando-se no panorama nacional. O aumento da produção de mel beneficia os apicultores e contribui para a polinização de diversas culturas agrícolas, essencial para a agricultura local.
Análise
Osvaldino começou sua jornada na apicultura com caixas de abelhas cedidas pelo Senar MT, mas enfrentou dificuldades até conhecer a técnica Rafaeli Gonçalves. Ela o orientou sobre o manejo das colmeias. A assistência técnica combina conhecimento técnico com gestão. Isso ajuda o apicultor a planejar sua produção e entender custos. Durante as visitas mensais, são avaliados aspectos como a saúde do enxame e a postura da rainha. Esses cuidados permitem ajustes para maximizar a produção.
A mudança de manejo e a organização da atividade têm mostrado resultados significativos. Osvaldino atualmente trabalha com 11 caixas e planeja fortalecer cada uma delas para aumentar a produção. Ele já começou a ser procurado para o resgate de enxames, o que representa uma nova oportunidade de negócio.
Impacto para o produtor
O suporte da ATeG ajudou Osvaldino a colher mel e abriu novas possibilidades de geração de renda. Além da produção de mel, ele pode explorar a comercialização de produtos como pólen, própolis e geleia real. Rafaeli destaca ainda a possibilidade de oferecer serviços de polinização, que podem aumentar a produtividade das culturas na região.
Apesar dos avanços, Osvaldino enfrenta desafios, como a falta de equipamentos adequados para o processamento do mel e a preocupação com a mortalidade das abelhas causada pelo uso de defensivos agrícolas. Ele reconhece a importância das abelhas para a produção agrícola e a necessidade de cuidar delas para garantir a continuidade de sua atividade.
Perspectivas
Com o aumento da produção, Osvaldino já começou a estruturar sua propriedade para acessar novos mercados. Ele construiu uma casa de mel e planeja adquirir equipamentos para atender às exigências de certificação, como os selos de inspeção municipal, estadual e federal. Essa regularização permitirá que ele amplie sua atuação, deixando de depender apenas da comercialização informal.
A experiência de Osvaldino mostra como a assistência técnica pode transformar uma atividade inicial em um negócio promissor. Com o apoio adequado e dedicação, é possível aumentar a produção e garantir a continuidade da apicultura, contribuindo para a agricultura local. A jornada de Osvaldino é um testemunho do potencial que a apicultura pode oferecer aos pequenos e médios produtores rurais no Brasil.